domingo, 16 de outubro de 2011

Nova carreira após a aposentadoria


Nova carreira após a aposentadoria

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Por: Prisca Fontes 12/06/2011

Investir em um antigo sonho é uma boa saída para a nova fase

A aposentadoria marca o tão sonhado fim de uma vida árdua de trabalho. Mas, em vez de descanso, a aposentadoria pode significar o começo de uma nova carreira. Sem a pressão de trabalhar e ganhar um salário para sustentar a família, muitas pessoas têm uma nova chance de se dedicar às verdadeiras paixões.
O bancário Isaac Porto de Magalhães, de 72 anos, decidiu que não iria parar após se aposentar. Ele continuou no banco por mais quatro anos após ter recebido o benefício e depois que saiu da empresa investiu em um desejo antigo: se dedicar à área da saúde.
“A maioria das pessoas depois dos 60 anos acha que são inválidas. Enquanto estiver respirando, a pessoa deve correr atrás dos seus objetivos. As pessoas não devem se acomodar, ficar sedentárias. O sedentarismo é um atraso de vida para o idoso”, diz.
Isaac prestou vestibular e foi aprovado no curso de Fisioterapia do Centro Universitário Plínio Leite (Unipli). Ele conta que quando foi verificar a classificação na prova, encontrou uma senhora que estava vendo a colocação da filha. A mulher ficou surpresa quando descobriu que ele estava pesquisando a própria classificação. O aposentado garante que a idade não é um empecilho e sim a oportunidade de realizar um sonho.
“Quando ainda era bancário, fiz curso técnico de enfermagem e raio-X, mas nunca pude exercer a profissão devido ao expediente do trabalho no banco. Quando me aposentei, fiz vestibular para Fisioterapia. Não queria perder tempo em casa, ficar sem fazer nada. O campo da saúde possui muitos mistérios. A cada aula aprendemos coisas novas, para mim é um prazer”, completa Isaac, que não descarta a possibilidade de abrir um consultório quando concluir o curso.
Segundo Fátima Vasconcellos, psiquiatra coordenadora do departamento de psicoterapia da Associação Brasileira de Psiquiatria e presidente da Associação de Psiquiatria do Rio de Janeiro, a melhor vacina contra as doenças do envelhecimento é: ocupação, amigos e projetos.
“Envelhecer não é a mesma coisa que adoecer, nosso cérebro é plástico e se nos mantivermos interessados e ocupados ele se mantém saudável. Se o idoso se entregar a uma vida sedentária após a aposentadoria pode se tornar infeliz e desencadear uma série de doenças. A aposentadoria deve ser algo positivo, uma época de possibilidades, de se manter ocupado, se sentir útil”, recomenda.
Mas, se a pessoa não quer permanecer no mercado, ela sugere que procure algo que dê satisfação, como trabalho voluntário, encontrar os amigos, praticar atividade física e viajar.

O FLUMINENSE

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